Há duas semanas li divertido uma notícia sobre operações stop para multar (há operações stop por outras razões?) condutores com música pirateada. Esquecendo o ridículo da coisa, coloca-me à vontade, não tenho um único cd pirateado no carro, até porque o rádio do carro é averso a novas tecnologias.
Aliás, é tão averso a novas tecnologias que nem todos os cds originais lê. Compra um tipo cds novos a preços da chuva (diretamente da Amazon), para ter alguma música nova no carro e o rádio recusa-se a replicar o Nick Drake e os White Stripes.
Venham as operações stop ou um rádio novo
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Nunca me preocupei com insetos e outras faunas que gostam de sugar sangue, vampiros incluídos. No entanto, o susto que apanhei este fim de semana pode alterar este estado de espírito.
Na 5ª feira, a caminho de casa, fui picado por um inseto incógnito. A mão inchou, mas como sempre fui esperando que a situação se resolvesse. No sábado, vencido pela dimensão da mão e olhares preocupados de conjuge e pais, lá me encaminhei ao Centro de Saúde.
Injeção, pomada (se pensaram em Fenistil, acertaram) e Atarax, medicamento que me enviou para uma dormência inusitada.
A injeção fez-me temer pela vida e ansiar por um inseto, o enfermeiro que ma deu pouco percebe daquilo, e se levei uma mão inchada trouxe outra negra. A pomada pouco efeito surtiu nesse dia e ontem, já o Atarax pôs-me a dormir acordado e a ansiar pela caminha durante toda a tarde, ainda hoje estou cheio de sono, mas enquanto a mão não desinchar...
Na 5ª feira, a caminho de casa, fui picado por um inseto incógnito. A mão inchou, mas como sempre fui esperando que a situação se resolvesse. No sábado, vencido pela dimensão da mão e olhares preocupados de conjuge e pais, lá me encaminhei ao Centro de Saúde.
Injeção, pomada (se pensaram em Fenistil, acertaram) e Atarax, medicamento que me enviou para uma dormência inusitada.
A injeção fez-me temer pela vida e ansiar por um inseto, o enfermeiro que ma deu pouco percebe daquilo, e se levei uma mão inchada trouxe outra negra. A pomada pouco efeito surtiu nesse dia e ontem, já o Atarax pôs-me a dormir acordado e a ansiar pela caminha durante toda a tarde, ainda hoje estou cheio de sono, mas enquanto a mão não desinchar...
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
do mar escuro e do que se vê num oitavo andar
^Veem-me à memória as primeiras páginas de As Ilhas Desconhecidas de Raúl Brandão, onde o escritor relata a viagem de barco noturna, na penumbra, ouvindo o barulho do barco que parece desconjuntar-se e sem luz à sua volta, mutatis mutantis, de vez em quando, olho pela janela do oitavo andar, pela uma ou duas da manhã, mesmo pelas quatro, dependendo da janela o que vejo não é escuridão, são luzes, umas mais fortes do que as outras. Hoje de manhã, pelas seis, fui acordado pela vizinha de cima já em saltos altos, levantei-me silenciosamente, para deixar a esposa dormir mais um pouco, e assomei-me à janela, ela teima em deixar as persianas abertas, claro que não precisava de olhar para fora já que a luz teima em entrar.
Lembrei-me de Raúl Brandão pelo contraste, mas também pela lembrança de uma falha de energia, há uns meses, toda a paisagem que as minhas janelas vislumbram (com exceção de Lisboa e do Barreiro), apagou-se. Talvez pelo prédio não ranger, nem se mover, sorri com a beleza de uma noite verdadeiramente escura.
Lembrei-me de Raúl Brandão pelo contraste, mas também pela lembrança de uma falha de energia, há uns meses, toda a paisagem que as minhas janelas vislumbram (com exceção de Lisboa e do Barreiro), apagou-se. Talvez pelo prédio não ranger, nem se mover, sorri com a beleza de uma noite verdadeiramente escura.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Só
Amanhã volta o rebuliço, a discussão, a estupidez do campeonato nacional. Sim, deve ser um resquício de ter o refugo do refugo como treinador, mas nem vos digo como estas quase duas semanas souberam bem.
Afinal, não é campeonato, mas taça. Vai dar ao mesmo, sinceramente.
Afinal, não é campeonato, mas taça. Vai dar ao mesmo, sinceramente.
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
terça-feira, 11 de outubro de 2011
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Terra Nova
Terra Nova é uma das novas apostas da FOX para a fall season de 2011, Steven Spielberg aparece como produtor e a série tem sido descrita como uma mistura de Lost com Jurassic Park.
A ação começa em 2149, no planeta terra, com a poluição e o excesso de habitantes a ameaçarem o futuro da humanidade.
Uns cientistas malucos (redundância, eu sei) descobriram um buraco no tempo que permite a alguns escolhidos habitarem uma outra Terra (evitam-se os problemas das ações terem repercussão no presente), 85 milhões de anos no passado.
É neste contexto que conhecemos a família Shannon (Jim, o pai entretanto fugido da prisão, Elisabeth, a esposa cientista, e os três filhos Josh, Maddy e Zoe) que se juntam ao décimo grupo de "peregrinos" em Terra Nova.
O primeiro episódio (duplo, com duração de duas horas) apresenta-nos à família Shannon e ao ambiente de Terra Nova, tanto da terra, como da série.
A família tem um número anormal, já que a lei proíbe mais de dois filhos, a razão do pai ter de fugir da prisão prende-se com a decisão de terem levado avante a última gravidez. A ver vamos se a realidade futura deixada para trás terá algum impacto em episódios futuros, quando chegam a Terra Nova a indicação é que não. Há dinossauros, uns mais vegetarianos do que outros, há um grupo (sixers, do sexto grupo) de renegados e há muita história para conhecer, inclusive uma variante das pinturas de foz côa, mas com qualidade (afinal foram desenhadas por humanos do século XXII)!
Terra Nova é um produto mais cinematográfico do que televisivo, percebe-se pelos valores em causa, pela qualidade dos efeitos especiais. Cada episódio tem um orçamento de 4 milhões de dólares e foram construídos mais de 250 sets. O Presidente da Fox Entertainment, Kevin Reilly, comentou "This thing is going to be huge. It's going to take an enormous production commitment." Ao contrário do normal, a FOX não pediu um episódio piloto, mas avançou com uma série inicial de 13 episódios.
Por um lado, isto mostra a aposta e fé na série e sucesso desta, isto de um canal que tem apostado em Fringe (yuppii), mesmo sem grandes audiências. O primeiro episódio teve bons resultados tanto a nível de audiência, como de crítica.
Pessoalmente, não desgostei do primeiro episódio, mas também não delirei. Mas poucos são os pilotos que conseguem impressionar e, quando impressionam, poucos são os que mantêm a qualidade.
Terra Nova cativa, neste momento, mais a nível dos décors e efeitos especiais do que da narrativa; o segundo episódio foi uma desilusão, cliché atrás de cliché, nenhum mistério, nenhuma razão para me obrigar a voltar para o próximo episódio, somente dinossauros voadores. Houve construção e definição das personagens, nice, e então? Pagar 4 milhões para episódio e esquecer de contratar argumentistas é mesmo uma aposta arriscada.
Por enquanto, Terra Nova é uma aposta cara, pouco inovadora, ainda com pouca definição do que quer em termos narrativos, vai cativando, mas pouco mais. Veremos se o futuro é promissor, por enquanto, prefiro Primeval, que com poucos (comparando com os budgets americanos) meios vai fazendo maravilhas.
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